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Luís
Sérgio (Azevedo) dos Santos é médico, escritor e
letrista de música popular.
2.Comentário crítico de Moacyr Félix sobre DEUS NÃO JOGA DADOS, publicado em 1984
Há livros que nos reconciliam com a crença na capacidade humana de criar
o bom e o belo, livros em que o acerto das técnicas de expressão pela
palavra escrita funciona como arado sobre a página em branco, dando-lhe, nos
movimentos semânticos de um tempo próprio, aquelas vibrações que nos levam
ao encontro do que sentimos ser o sentimento poético na existência humana.
Luis Sérgio dos Santos, diga-se desde logo, surge neste livro e em nossa
literatura com uma profundidade de intuições e uma riqueza de imagens que o
colocam, sem favor entre aqueles que, nessa ou naquela postura de comunicação
ou de invenção, são antologicamente considerados como os melhores autores
vivos da atual poesia brasileira. Sinceramente, será doloroso ou ignominioso
demais - Por ser uma violência em lamas de muita má fé - que uma
autenticidade tão manifesta venha a ser escamoteada pelas patrulheiras
leviandades daqueles que hoje - sob os estímulos de imperialismos ideológicos
em que se canalizam os poderes que visam se manter cada vez mais
economicamente imperantes teimam transformar em alienações grotescas o que
deveria ser paixão e forma de conhecimento,
ou forma-ação da liberdade entendida como a consciência (saber ligado com)
da necessidade. Ele, Carlos Lima, Fernando Fortes, Magda Fredianni e o
excelente Afonso Henriques Neto, aqui no Rio, Vera Mogilka e Anísio Mejhor,
na Bahia. Aristides Klafke e Arnaldo Xavier, em São Paulo, Paulinho Assunção
e Antônio Barreto, em Belo Horizonte, Manuel de Barros, em Mata Grosso do
Sul, Teté Catalão e Maria Stela Maris, em Brasília _eis aí alguns dos
principais exemplos daquela vintena de poetas cuja leitura em originais, entre
centenas de originais, nos trouxe a certeza de que- em meio a tantos
formalistas enrolando os rabos nas palavras como os micos no trapézio dos
zoológicos - há uma - geração criando, realmente criando, buscando pensar
- se universalmente a partir das categorias que a definem como ser humano em
movimento no espaço em que se situa; em movimento que se quer real porque só
se vê como movimento na medida mesma em que se descobre como antítese ou
negação do mundo em cuja superfície de crimes e de mentiras, abstrata ou
quebradamente tratada, não cabe o que sente ser o que deveria ser essencial
verdade. MOACYR FÉLIX (1983)
3. Comentário de Stella Leonardos sobre o seu primeiro livro - CARTA ABERTA - publicado em 1976 : ...
Neste nosso país de Poetas, Luís Sérgio é dos melhores de sua geração. Poeta
nato, de surpreendente maturidade pensamental. Boa temática, boa imagética,
bom ritmo, beleza verbal, lucidez, logicidade comunicável, recursos
semânticos.
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